O Poeta Minha alma triste se enluta,Quando a voz interna escutaQue blasfema da esperança,Aqui tudo se perdeu,Minha pureza morreuCom o enlevo de criança!Ali amante ditoso,Delirante, suspiroso,Eflúvios dela sorvi.No seu colo eu me deitava...E ela tão doce cantava!De amor e canto vivi!Na sombra deste arvoredoOh! quantas vezes a medoNossos lábios se tocaram!E os seios onde gemiaUma voz que amor dizia,Desmaiando me apertaram!Foi doce nos braços teus,Meu anjo belo de Deus,Um instante do viver!Tão doce, que em mim sentiaQue minh'alma se esvaíaE eu pensava ali morrer!(Álvares de Azevedo)
O Poeta
Minha alma triste se enluta,Quando a voz interna escutaQue blasfema da esperança,Aqui tudo se perdeu,Minha pureza morreuCom o enlevo de criança!Ali amante ditoso,Delirante, suspiroso,Eflúvios dela sorvi.No seu colo eu me deitava...E ela tão doce cantava!De amor e canto vivi!Na sombra deste arvoredoOh! quantas vezes a medoNossos lábios se tocaram!E os seios onde gemiaUma voz que amor dizia,Desmaiando me apertaram!Foi doce nos braços teus,Meu anjo belo de Deus,Um instante do viver!Tão doce, que em mim sentiaQue minh'alma se esvaíaE eu pensava ali morrer!(Álvares de Azevedo)
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